sábado, 25 de setembro de 2010

A bundalização


A bundalização e a banalização, o alcance ao absurdo exercido pela pouca vergonha constituente de algumas peças da acultura nacional, o chamado axé, chega a níveis de suprema primazia do ridículo e do barango, mas isso todo cara sensato sabe. O pensamento estrito relacionado a atenções vulgares, a adoração ao sexo, ao amor, a questão da grande bunda estampada em uma maioria das obras, entre outras pequenas desgraças, sintetizam uma passagem de valores na relação do sujeito admirador, público e o autor da música, inteiramente errônea, ensinando maneiras de vida sem nenhum toque educacional, formando pessoas que buscam suas respectivas personalidades nos discretos encantos de movimentos como esses.

Ou seja, é sano chegar à conclusão de que vulgaridade gera vulgaridade, e é o que vem sendo gerado em regiões brasileiras. As consequências são caras e ninguém percebe (o senso de percepção das pequenas pessoas que se fazem componente do maldito sistema acabou se transformando em uma verdadeira merda que não funciona para ver, se não para ter e alegar que tem), sintetizando uma vitória total de quem quer dominar os interesses da massa sobre toda a massa; e eis a realidade, meu bom povo. Se trata, como sempre, de poder, dominação e formalização para a acultura e a ignorância. Onde está o gosto? Mas que diabos importa a existência de algum gosto? O desenvolvimento da opnião das pessoas acabou gerando uma mente modelo que aceita besteróis cegamente, como se fosse algo muito bom. Como diria o cara Buñuel, caem todos no discreto encanto do sistema! Pense bem: há como algum sujeito que ouve histórinhas ridículas de amor cantadas numa baranguice total iniciar algum tipo de revolta contra alguma estrutura social, devido a algum descontentamento? Não, é claro que não...Tal fulano pensará somente em mulheres, em amor, em vingança ou em rodeio. A banalização de tudo isso gera nada mais nada menos que um acomodamento em meio aos espinhos das turbulências socias do cotidiano. Ou melhor, bundalização.

A verdade, a áspera verdade. - Danton

Juan Narowé


A quem se atrever, gostaria muito de quem ousasse escrever uma crônica que envolva a sabedoria filosófica. Boa sorte!

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

As vanguardas artísticas atuais

Enquanto Balzac parece Prozac e qualquer tipo de merda politicamente incorreta e sem nenhuma ressonância humana parece ser o último biscoito do pacote informacional da globalização, não haverá uma vanguarda. A grama do século tem somente mais verde: os matizes cambiantes do ousado e do invisível tem seu mérito acadêmico hermeticamente embalado por bagos e Gagas, provando mais uma vez que qualquer coisa que seja no mínimo é o mínimo.
Tratam figuras como Matisse ou sei lá, Munch, como uma espécie de popstar empedernido que arbitrariamente provocou algum tipo de revolução ou de movimento que traiu o movimento.  Talvez isso se justifique pelo fato de que esses artistas não ficaram por aí, vendo manhãs se repetir, e é mais fácil ser uma tendência simplificada para dois hemisférios cerebrais do que uma fusão de fluxos de consciência, lágrimas e conteúdo fecal que é tudo aquilo que eles realmente foram.
Não estou tentando ter uma espécie de justificativa moral para a negação das vanguardas.  Tudo que quero dizer é que essas antecipações são felizes em pretextos, em argumentos agradáveis para nós mesmos. A festa está em outro lugar e algo precisa justificar isso... Até que qualquer futuro canse e seja outro levante antes do avante. O mundo vai mudando de canal, mas sempre com o mesmo programa em mente.

Próximo tema: A bundalização e as mais absurdas letras do cancioneiro do axé

Eduardo Inácio

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Pequena poesia sobre goiaba

Saudade

Goiaba! Oh minha Goiaba de minha terra.
Que saudade de ti sinto ardente em minhas narinas Oh Goiaba,
Mirando em teu centro vejo meu interior superior
Senhora verde redonda - meu cérebro incrusta em ti
Oh Goiaba! Tu me lembras o recordar, o simples recordar.
Pois da memória vêm de primeiro sempre o seu sabor, conheces disso?


Seu sabor fresco que inunda em forma de nada as minhas feições de desejo!
Em forma de nada ou mais todavia - em memória Oh Goiaba!
Tu me lembras o lembrar da minha terra. Tuas flores iluminam o início de um novo período,
E todavia eu sinto sede de ti durante todos os outros períodos... Como pode?!
Subir em seu pé recorda a infância e ainda, o futuro...Em ti não vejo o passar das eras.


Ah minha Goiaba de minha terra! Se de todas as certezas deste mundo,
Queres uma relacionada a ti, pois assegura-te que você, Goiaba...
O subir em sua árvore e comer os seus frutos
Fazem de ti

algo

atemporal...


Juan Narowé


Proximo tema: As vanguardas artísticas atuais.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Confronto entre cultura popular e cultura erudita

Comentarista um: - E depois de diversos embates, fortes emoções e pesadíssimos desencargos de consciência, chegamos à final (ou inicial?), que vai ter os times que foram considerados os favoritos durante todo o campeonato! Os times Eruditus e Pópulis, ambos com torcidas enormes!

Comentarista dois: - É, e isso dá para se perceber, pois o estádio está LOTADO! Além de lotado, lindo. Todos os presentes estão representando bem a paixão, garra e emoção de seus respectivos uniformes.  É, parece que essa partida vai ficar pra história...

Comentarista Um: - Vai sim... E já saiu a tabela dos times: Vamos dar uma conferida!

Time “ERUDITUS”: Bach; Freud; Van Gogh; Brecht; Platão; Da Vinci; Michelangelo; Nietzsche; Niemeyer; Livro; Einstein.

A proposta do time é dar uma cruzada entre o psicológico adversário e teorias da conspiração através do uso da relatividade. Eles querem mostrar, através do expressionismo, toda a arquitetura de seu futebol. Querem massacrar e, ao mesmo tempo, fornecer cultura, e, claro! Decepar as orelhas inimigas. 

Time “PÓPULIS”: Jackson; Madonna; Warhol; Pelé; Gaga; Xuxa; Picapau; Justin Bieber; Celular; Jesus.

Este time se pretende usar todos seus efeitos especiais, recursos digitais, coreografias extravagantes, reprodutibilidade técnica para vencer. Querem mostrar o quanto são preferidos e, é claro! Salvar o inimigo através dos milagres da fé cristã.

Comentarista Um: - O juiz escolhido para essa noite foi Deus, coisa que causou certa polêmica, pois seu filho, Jesus, joga essa noite. Mas isso foi rapidamente resolvido, quando a confederação do futebol antagônico lembrou que somos todos filhos de Deus. E, realmente, ele é o melhor para apitar o jogo, pois é onipresente e onisciente, o que faz com que ele não precise andar de um pedaço do campo para o outro e, ainda assim, possa ver todas as jogadas e ser incontestável em suas decisões, pois sabe de tudo.

Comentarista Dois: - Inédito! A CFA (Confederação do Futebol Antagônico)diz que um dos jogadores do time popular teve de ser substituído, Justin Bieber está muito ocupado, pois está lutando contra o analfabetismo (ele só sabe as palavras “baby” e “oh!”, se é que “oh!” pode ser considerado uma palavra), e escolhendo as ilustrações para sua biografia, que deve ter umas oito páginas de texto e sessenta só de imagens em alta qualidade, um ótimo presente para a prima babona que quer encher o quarto dela de imagens só dele.  Mas não tema, torcida “Pópulis”, ele foi substituído por um novo ícone popular de peso: o grande baixinho bigodudo comedor de cogumelos, Maaaaaaaario Bros!

Comentarista Um: - E a partida vai começar! Os times correm pelo estádio e se posicionam frente a seus torcedores. Como todos sabem, o time “eruditus” não canta hino porque não concorda com os ideais de um hino, mas mesmo assim, a platéia se prostra em um silêncio reflexivo em decorrência das maldades praticadas pelos seres humanos energúmenos. Já os populares cantam em uníssono um pout-pourri de Like a Virgin, Billie Jean e Alejandro, concluindo com a aclamada música “Big Mac”, do Mac Donald’s.

Comentarista Dois: - E os capitães do time se colocam ao centro do estádio, e Deus joga a moeda para o alto, e o time que começa com a bola é o “Eruditus”. 

Comentarista Um: - Deus apita! Bach toca para Da Vinci, que avança com a bola e... GOOOOOOOOOOOL!! Éeeeeé... Do Pelé! 

Comentarista Dois: - Incrível, eu nem vi esse lance! Para aqueles que pagam setecentos reais com nossa rede fechada, você pode assistir ao gol do seu time em câmera lenta, com mais de vinte câmeras exclusivas e, ainda, gravar seus lances preferidos! COMPRE! CFA especial television!

Comentarista Um: - E Freud toca para Platão que... Não faz nada! Ele não pode interromper seu estado de ócio por essa partida! Com um salto magnífico, Mario vai de cabeça e alcança a bola!, ele toca para Andy, que não toca para ninguém e começa a querer se exibir... Meu Babalorixá,! Einstein faz uma jogada atômica!!! Debaaaaixo das pernas finas de Lady Gaga! e agora ele avança, está  cara a cara com o goleiro e... GOOOOOOOOOOOL!!... Do Peeeeeeeelé! Esse é mesmo o Rei do futebol!!

Comentarista Dois: - Agora Van Gogh toca para Nietzsche, que invoca seu Super-Homem interior, fazendo uma jogada maravilhosa, e a goleira Xuxa está super atenta, e ela vai defender este gol! Ops, o Celular tocou, e Xuxa fica nervosa com o barulhinho e é GOOOOOOOOOOOOOOOOL! Do Peléeeee!!

Comentarista Um: - Pera aí! Pareçe que tem um alvoroço entre os jogadores do “Eruditus” e,  pelo visto, eles pediram tempo. Vamos ouvir a discussão proposta pelos pensadores com nosso repórter linha direta:

Repórter: Aqui é o repórter exclusivo linha direta, diretamente do estádio, vamos às entrevistas. O que aconteceu por aqui?!

Van Gogh: - Queremos reivindicar um direito nosso, como seres humanos, acerca dessa partida...

Einstein: - Queremos que o Juiz seja substituído, pois achamos que ele é uma fraude!

Repórter: - Fraude?!

Nietzsche: - Sim, achamos que o Juiz, esse Deus de que todos elogiam tão bem, é só uma invencionice humana! Por isso, eu e o Freud aqui achamos que seu nome deve ser repensado...

Freud: - É! A partir de agora ele se chamará deus!

Nietzsche: - Mas depois de outra discussão, percebemos que ainda assim, deus será tratado como coisa, ou substantivo, e como queremos que ele seja indicado somente como criação humana, resolvemos remover a sua letra “d”, o que faz com que ele seja “eus”, ou seja, a invenção de vários homens! E como obra mútua, ele não pode ser juiz de futebol, pois também é corrupto e corrompido!

Da Vinci: - Nossa, isso é quase poético. Vou escrever um haikai:

Deus.

deus...

eus?

Einstein: - Também tem aquele cara, o Pelé... Impossível ver ele se mexer, ultrapassa as barreiras físicas!

Platão: - E metafísicas!

Pelé: - Só faltava essa. Essas pelada comercial são mêmo uma merda!

...

...

...

...

E a Final finalmente é cancelada, no ápice de seu primeiro tempo.




Moral final: Não dá pra se saber quem venceria esse embate, o que se sabe é que o Pelé joga pra caralho!!!
 
Pelé: - Valeu!


Pedro de grammont.



Desculpa a demora aí galera, mas tive de exacerbar um pouquinho a minha criatividade para descontrair um tema tão erudito.

O Tema que proponho para a próxima postagem é: Goiabas.

Boa sorte!

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Formas de expressão e sistemas sociais

Relação entre o sistema e as formas de expressão

É necessário ressaltar que as novas tendências, as formas de expressões humanas da atualidade e suas derivações são reflexos do capitalismo, do sistema que rege a política, a economia e, consequentemente, a sociedade. E isso é explícito na composição de atitudes das pessoas hoje em dia, de forma que estas se põe a valorizar fatores que remetem, por exemplo, à ideia de propriedade privada; vê-se isso desde os primórdios da formação dos estudantes, no ensino primário, quando os pequenos vivenciam a primeira compra de material escolar, e, logo, a primeira dominação sobre algo, numa relação com seus colegas que mantém o caráter capitalista. Com o passar do tempo, então, as pessoas vão se adequando à esse pensamento e formulando sua cabeça para tornar-se um componente do sistema político-econômico e, claro, social (não se pode esquecer do social). Deste ponto da sociedade é que surgem as influências capitalistas no meio expressivo, na arte e na própria cultura.
Para entender melhor, é agradável o entendimento sobre alguns ápices da história da humanidade. É conveniente destacar a tão formosa Grécia Antiga. As manifestações artísticas desse mundo alcançaram um desenvolvimento muito notável, de maneira que refletiram as principais tradições e transformações que ocorreram naquela sociedade ao longo do tempo - como toda manifestação artística o faz - e atingiram um número de produção e de sujeitos produtores (artistas) impressionante. A arte grega, voltada para o antropocentrismo, é mais preocupada com o realismo e, por isso, buscou exaltar a beleza humana, destacando a perfeição de suas formas e, em certo ponto, mirou ao âmbito social, de uma maneira racionalista, manifestando as observações concretas dos elementos que envolvem o homem, ou seja, a sociedade em si e suas relações. Mas vale insistir em uma coisa: os gregos não se preocupavam com dinheiro ou bens de consumo de forma explícita com a sociedade atual, afinal, hoje em dia um banco é mais importante, na opnião da maioria da parcela da população, que um museu. "Cada sociedade tem o artista que merece", célebre frase do personagem de Friedrich Holderlin, Hiperion. E não é verdade? Basta ir a um museu em que conste obras da Antiguidade Clássica para perceber que milhares delas são anônimas, são criações, muitas vezes, de pessoas normais, diferentemente da sociedade capitalista, em que artistas são raros e, todavia, artistas verdadeiramente bons mais raros ainda.
Mas essa diferença pode ser explicada simplesmente pela comparação do meio governamental que a sociedade adotava. Para isso, é ideal manter em mente as diferenças entre o Helenismo e o Capitalismo.
No ano de 338 a.C., na Guerra da Queronéia, a Grécia, diante da derrota, perdeu a autonomia político-territorial sobre a região. O helenismo refere-se ao conhecimento filosófico produzido entre a morte de Alexandre e o início da filosofia medieval. Esta fluência do pensamento humano formou-se pela fusão entre a tradição grega e a cultura oriental e seus principais pensadores foram Cícero, Zenão, Plotino e Epicuro. O conhecimento produzido por esse período foi em diferentes  direções, variando entre a matemática, a geometria, a astronomia e a geografia. Mas o que vale ressaltar, em termos da formação das manifestações culturais é que os filósofos helenistas estavam preocupados com a ética, a busca pela felicidade individual e a imperturbabilidade (fator provavelmente reforçado pela influência oriental).
Quanto ao capitalismo, encontramos seus primeiros pontos de origem na passagem da Idade Média para a Idade Moderna, entre os séculos XII e XIV, com a formação de uma nova classe social: a burguesia, que visava o lucro através de atividades comerciais. Neste contexto, surgem os banqueiros e os cambistas, cujos ganhos estavam estritamente relacionados ao dinheiro em circulação, manifestando a presença de dinâmica econômica. Os historiadores consideram aqui os primeiros princípios do sistema capitalista, como o lucro, o acúmulo de riquezas, o controle do sistema de produção e a expansão dos negócios.
O estopim de tudo isso acontece, na minha opnião, com a fundação do liberalismo econômico, sintetizado a partir dos ideais iluministas entre os séculos XVIII e XIX, a partir de John Locke e Adam Smith, sempre com a errônea ideia da submissão da natureza ao homem. Os fatores que eram dados atenção eram: a individualidade econômica, ou seja, a propriedade privada, a não-intervenção estatal, o livre mercado, entre outros.
Perceberam as diferenças? Com características tão distintas entre os sistemas, é lógico acreditar que também há distinção entre as manifestações culturais.  Coloco, pois, duas imagens que afirmam a frase do querido Hiperion; Marilyn Diptych, de Andy Warhol, e o Laoconte e seus filhos (Museu do Vaticano). Observem:


Deixo os comentários sobre este paralelo nas suas mãos, leitores. (Comentem!).

Um pouco mais sobre as formas de expressão

Durante milhares de anos de história humana, de milhares de povos e culturas, foram formando-se vários tipos de formas de manifestação artístico-cultural. É difícil prever qual foi a primeira maneira de expressão, mas é provável uma aproximação do sentido da visão, já que os homens antigos, que viviam todavia em cavernas, buscavam desenhar nas pedras os animais que caçavam, provavelmente para um ensinamento às próximas gerações (crianças e adolescentes) ou até mesmo por lazer ou necessidade (de expressar algo).
Com o passar do tempo e o desenvolvimento da racionalidade humana, as criações começaram a dominar um universo muito mais vasto, adentrando no âmbito, além da pintura, da escultura, da música, da arquitetura, do teatro, do circo, e, posteriormente, na modernidade, do cinema, das histórias em quadrinho, e, enfim, em muitos outros .
É claro que, como todo o desenvolvimento, isto está muito longe de se estatizar. Muito pelo contrário, as milhares de manifestações artísticas apenas promovem a formação de novas tendências e novas vanguardas para o futuro. Esperemos que tudo vá num rumo seguro, firme, e, claro, belo.


Juan Narowé


A quem se atrever: Confronto entre cultura popular e cultura erudita.

Os limites da comédia


Sem o menor pudor eu digo que a arte, infelizmente, é pouco valorizada no nosso país. Algo que era popular na Europa dos séculos das dezenas hoje é só mais um detalha que pouco importa a massa manipulada. Mas para toda e qualquer regra há uma exceção. A comédia foi sempre uma arte do povo. Nas mesmas ruas européias onde arte era centralizada, a comédia era uma maneira de mascarar a revolta, de tornar a realidade mórbida um pouco cômica, de rir para não chorar.
Não sinto em dizer que a comédia, como toda a arte, esta ficando mais inteligente. Cada vez mais a interpretação do humor exige conhecimento de mundo, é a famosa sacada. A nova estética da comédia, o stand-up comedy, prova a intelectualidade eminente que é o rumo do humor. O artista stand-up ainda se controla para tornar seu texto mais popular, uma vez que é a massa que enche os teatros e os bares.
Vem então a grande pergunta. Quais os limites da comédia? Ela deve entreter sem influenciar (o que seria uma grande hipocrisia da mídia)? Ou a comédia deve padecer diante do humor negro? A política deveria influenciar a comédia dentro e fora da comunicação popular?
Eu digo o seguinte, a comédia não deveria ter limites. Ela deve incomodar e entreter, fazer rir e chorar, combinar o QI com os instintos ANIMAIS. Vamos gritar e aplaudir enquanto vemos bobos se oferecendo para nos fazer rir, afinal é isso que eles querem.
Se você lê esse artigo pense no conceito de humor free. Sonhe com o dia que o caos será tamanho que a comedia é a única saída, como eu sonho.
Como diria o grande Alan Moore através de seu personagem, o comediante: “Tudo é uma comédia”.

Animal
Tenho sempre algo mais a dizer


O próximo título é: “Novas estéticas musicais, maneiras de expressão ou reflexo do capitalismo”.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

O Quarto Alien - Introdução

Inicialmente, gostaria de dizer que a ideia foi ótima e vai prosperar. Um pequeno espaço virtual, formado por apenas quatro amigos; mas que vai formular grandes assuntos. E as cabeças que neste espaço despejam criatividade e informação são, felizmente, mentes que fogem e se alienam do sistema ignorante, da base formadora, da moral repugnante que a sociedade atual sintetiza para as queridinhas vidas medíocres. Nós fugimos dessa idiossincrasia estúpida! Aqui, não vamos discutir sobre futebol ou maquiagem. Vamos falar desde Cézanne a Mahler, desde Nietzsche a Corto Maltese e por aí vai. 
Este blog não se trata de nada mais que um refúgio para pássaros não-pardais. Seja que pássaro for, um pássaro que saiba voar; a sociedade - os pardais - não sabem voar, e desde o chão, quanto mais alto voa uma alma, lá no alto, mais pequeno ela parece ser. Assim pois, isto pode ser chamado de o Mais Além, se é que me entendem.


A ideia surgiu em meio à sala de aula. Eu, em realidade, não sei de onde saiu, foram os meninos que chegaram animados já falando de tudo aquilo...e eu, claro, concordei. Bem, o primeiro passo: o nome. São quatro integrantes; Eduardo, Animal, Pedro e eu, Juan. Nada mais interessante do que a menção a um quarteto...um quarteto...um quarteto o quê? Como disse ali em cima, um quarteto que, com alegria, busca fuga da banalidade cultural dos nossos tempos de hoje: um quarteto alienado. Ora, mas deixar o nome tão assim, na cara? De maneira alguma. Formulamos uma coisa mais extravagante. Então surgiu o trocadilho, de quarteto com quarto e alienado com alien, hum? Hum? Legal, né?
Teletubies cultos! 


O Quarto Alien? Iniciações sobre a transvaloração de todos os valores.
O Quarto Alien? Dioniso contra o crucificado.
O Quarto Alien? Música, comida, diversão, cultura.
O Quarto Alien? Aprendizes do que deve ser realmente a vida.


Espero que aproveitem o máximo deste blog.
E muitos agradecimentos à meus amigos, Eduardo Inácio, Matheus Animal e Pedro de Grammont.
Vamo que vamo.


Juan Narowé