A bundalização e a banalização, o alcance ao absurdo exercido pela pouca vergonha constituente de algumas peças da acultura nacional, o chamado axé, chega a níveis de suprema primazia do ridículo e do barango, mas isso todo cara sensato sabe. O pensamento estrito relacionado a atenções vulgares, a adoração ao sexo, ao amor, a questão da grande bunda estampada em uma maioria das obras, entre outras pequenas desgraças, sintetizam uma passagem de valores na relação do sujeito admirador, público e o autor da música, inteiramente errônea, ensinando maneiras de vida sem nenhum toque educacional, formando pessoas que buscam suas respectivas personalidades nos discretos encantos de movimentos como esses.
Ou seja, é sano chegar à conclusão de que vulgaridade gera vulgaridade, e é o que vem sendo gerado em regiões brasileiras. As consequências são caras e ninguém percebe (o senso de percepção das pequenas pessoas que se fazem componente do maldito sistema acabou se transformando em uma verdadeira merda que não funciona para ver, se não para ter e alegar que tem), sintetizando uma vitória total de quem quer dominar os interesses da massa sobre toda a massa; e eis a realidade, meu bom povo. Se trata, como sempre, de poder, dominação e formalização para a acultura e a ignorância. Onde está o gosto? Mas que diabos importa a existência de algum gosto? O desenvolvimento da opnião das pessoas acabou gerando uma mente modelo que aceita besteróis cegamente, como se fosse algo muito bom. Como diria o cara Buñuel, caem todos no discreto encanto do sistema! Pense bem: há como algum sujeito que ouve histórinhas ridículas de amor cantadas numa baranguice total iniciar algum tipo de revolta contra alguma estrutura social, devido a algum descontentamento? Não, é claro que não...Tal fulano pensará somente em mulheres, em amor, em vingança ou em rodeio. A banalização de tudo isso gera nada mais nada menos que um acomodamento em meio aos espinhos das turbulências socias do cotidiano. Ou melhor, bundalização.
A verdade, a áspera verdade. - Danton
Juan Narowé
A quem se atrever, gostaria muito de quem ousasse escrever uma crônica que envolva a sabedoria filosófica. Boa sorte!
A quem se atrever, gostaria muito de quem ousasse escrever uma crônica que envolva a sabedoria filosófica. Boa sorte!

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