sábado, 30 de abril de 2011

Desespero sossegado

Acho que a primeira idéia, aquilo que realmente tornaria essa postagem interessante aos olhos dos leitores incautos, seria contradizer totalmente a proposta de postagem lançada pelo Pedro anteriormente.  Somos todos amigos aqui, mas a ordem do dia é desmentir, achincalhar, destronar. Espera-se o simples prazer de querer ser diferente, de querer ser “do contra”. Essa pode ser muito bem a tão comentada hipocrisia...
Criar e conviver são tarefas muito complicadas, na verdade. Viver por si só não é fácil e muitas vezes em meio à tormenta basta estar supostamente assegurado de alguma coisa para se considerar um ser humano, um ser pensante, um ser no nada. Antigamente, uma pessoa podia querer ser Pelé, podia querer ser Che Guevara ou até mesmo Albert Einstein. Hoje, todos querem ser Google. Quem pode ter uma alma  quando cada um é uma enciclopédia?
Não quero proporcionar aqui um quadro desolador sobre qualquer coisa e além. Tenho poucas coisas para falar, não quero me manifestar em excesso ou ser um prolixo. Só que, em minha opinião, as coisas se resumem nisso: precisamos avaliar a conduta de criar antes mesmo de criar até mesmo uma pulga de estimação. Antes mesmo de criar um arremedo do novo easy listening. Pintar um quadro, escrever um poema ou compor uma canção é algo terrível. Mas ter que descobrir quanto tempo dura o vídeo caseiro do matador de Realengo é algo mais terrível ainda...
É óbvio que o homem precisa de algo em que acreditar. Não me refiro religião ou algo parecido, mas a um ponto de apoio com que a mente possa trabalhar. Quando eu oponho resistência ao mundo, que eu não construo sozinho, na verdade estou me tornando um mero mecanismo, uma mera máquina – que não sente, mas que funciona.
Peço desculpas se meu texto ofendeu alguém, mas tenho que dizer que concordo com o criar simultâneo. Pareceria muito injusto se nós ainda acreditássemos que o universo gira ao redor do nosso planeta. Às vezes há quem pense que ele nem sequer se expanda, de uma maneira desperadamente sossegada. 

Sugestão de tema: pequenas memórias sobre cidades distantes.     

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Arte de rua

     Me impressionou um outro dia a falta de intervenções artísticas em minha cidade. A rua é um lugar compartilhado, talvez o primeiro palco, o primeiro lugar para se discutir algo e depois simplesmente ir embora. Pena que tal lugar seja tão mal aproveitado em minha urbe! De repente me bateu uma vontade de fazer algo que fazia periodicamente, mas com mais frequência. Que tal um show onde não existe divulgação e nem convidados.
     Simplesmente estamos lá tocando e quem tiver a grande sorte de estar ali, naquele momento, curte o nosso som! Pode ser que alguém filme e isso vá parar na internet. Talvez sirva de inspiração para um escritor, posterior poeta, que pode acabar declamando na rua (outras intervenções partindo da primeira!). Enfim, voltamos à rua. - Porque aqui, meu amigo? - você me pergunta. Porque a rua é pública. É um público constante e intinerante que tem idéias, amigos e vontades. Saiba que se uma pessoa - uma só - tiver a vontade de fazer algo na rua para que outros vejam: Valeu à pena.
     Arte de rua não é só o grafite, primeira coisa que nos vêm à cabeça quando pensamos no termo. Arte de rua é teatro, musica, poesia, dança, expor quadros ao ar livre, desenhar pedestres, plantar flores de papel no passeio público, "esquecer" um livro com dedicatória ao próximo leitor e um pedido encarecido para que ele também "esqueça" o mesmo em algum lugar, pedir para estranhos tirarem uma foto de mãos dadas, andar com uma camisa escrita "estranho" e começar a perguntar o porquê de as pessoas não conversarem com estranhos, contar piadas em um alto-falante, filmar uma intervenção e, depois, fazer uma mostra das intervenções filmadas na rua, pra todo mundo poder ver.
     A arte na rua é uma dança, que faz as pessoas rirem, chorarem e darem cada vez mais as mãos e a voz para participar. A arte na rua é uma grande ciranda, que roda constantemente e pede para que cada vez mais pessoas participem da roda. Roda comigo nessa ciranda? Faz comigo essa arte que movimenta constantemente o modo de pensar e agir dos passantes? Intervém comigo! Do seu jeito. Mostra o que você faz para fazer com que as pessoas exponham suas artes com mais expressividade e liberdade.
     Expressão? Arte de rua. Liberdade? Ciranda de Rua!

Pedro de grammont.

Queria que nosso próximo literário escrevesse sobre o processo de produção coletiva, sobre o termo "cocriar".

sábado, 23 de abril de 2011

Hipócrita, eu?

''Pare de ser hipócrita'', essa é realmente a frase que esquenta uma briga. Mas o que realmente significa esse argumento? Alguém sabe o que é hipocrisia? (não vale o significado do dicionário). entre os intelectuais ser hipócrita é ser cool, muito mais cool que ser snobe. E onde a mentira se divide da hipocrisia? Como várias coisas, eu acho a hipocrisia algo bem engraçado. Mas quem sou eu pra falar? Para mim tudo tem seu lado cômico. OPA... Será que sou hipócrita porque disse isso? Será que sou um hipócrita que gosta de hipocrisia. Que medo!!
Mas ainda estou na duvida... Será ''hipócrita'' uma insuficiência na comunicação (analisando o grego)?
O pior é que no fundo todos somos hipócritas. Chegamos inclusive à um paradoxo: ao chamarmos alguém de hipócrita estamos sendo hipócritas. O que seria da sociedade sem a hipocrisia. Eu digo, seria intediante...
A hipocrisia é realmente muito difícil de entender, talvez por ser algo muito subjectivo.
Fica a dúvida. E seria muito bom se alguém a esclarecesse.
Animal

Desafio do Animal: Que dar uma melhorada no clima desse blog? Gostaria de ver um post sobre alguma arte de rua. Escolham algo incomum por aqui como os Clowns de rua!