Acho que a primeira idéia, aquilo que realmente tornaria essa postagem interessante aos olhos dos leitores incautos, seria contradizer totalmente a proposta de postagem lançada pelo Pedro anteriormente. Somos todos amigos aqui, mas a ordem do dia é desmentir, achincalhar, destronar. Espera-se o simples prazer de querer ser diferente, de querer ser “do contra”. Essa pode ser muito bem a tão comentada hipocrisia...
Criar e conviver são tarefas muito complicadas, na verdade. Viver por si só não é fácil e muitas vezes em meio à tormenta basta estar supostamente assegurado de alguma coisa para se considerar um ser humano, um ser pensante, um ser no nada. Antigamente, uma pessoa podia querer ser Pelé, podia querer ser Che Guevara ou até mesmo Albert Einstein. Hoje, todos querem ser Google. Quem pode ter uma alma quando cada um é uma enciclopédia?
Não quero proporcionar aqui um quadro desolador sobre qualquer coisa e além. Tenho poucas coisas para falar, não quero me manifestar em excesso ou ser um prolixo. Só que, em minha opinião, as coisas se resumem nisso: precisamos avaliar a conduta de criar antes mesmo de criar até mesmo uma pulga de estimação. Antes mesmo de criar um arremedo do novo easy listening. Pintar um quadro, escrever um poema ou compor uma canção é algo terrível. Mas ter que descobrir quanto tempo dura o vídeo caseiro do matador de Realengo é algo mais terrível ainda...
É óbvio que o homem precisa de algo em que acreditar. Não me refiro religião ou algo parecido, mas a um ponto de apoio com que a mente possa trabalhar. Quando eu oponho resistência ao mundo, que eu não construo sozinho, na verdade estou me tornando um mero mecanismo, uma mera máquina – que não sente, mas que funciona.
Peço desculpas se meu texto ofendeu alguém, mas tenho que dizer que concordo com o criar simultâneo. Pareceria muito injusto se nós ainda acreditássemos que o universo gira ao redor do nosso planeta. Às vezes há quem pense que ele nem sequer se expanda, de uma maneira desperadamente sossegada.
Sugestão de tema: pequenas memórias sobre cidades distantes.
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