sexta-feira, 24 de setembro de 2010

As vanguardas artísticas atuais

Enquanto Balzac parece Prozac e qualquer tipo de merda politicamente incorreta e sem nenhuma ressonância humana parece ser o último biscoito do pacote informacional da globalização, não haverá uma vanguarda. A grama do século tem somente mais verde: os matizes cambiantes do ousado e do invisível tem seu mérito acadêmico hermeticamente embalado por bagos e Gagas, provando mais uma vez que qualquer coisa que seja no mínimo é o mínimo.
Tratam figuras como Matisse ou sei lá, Munch, como uma espécie de popstar empedernido que arbitrariamente provocou algum tipo de revolução ou de movimento que traiu o movimento.  Talvez isso se justifique pelo fato de que esses artistas não ficaram por aí, vendo manhãs se repetir, e é mais fácil ser uma tendência simplificada para dois hemisférios cerebrais do que uma fusão de fluxos de consciência, lágrimas e conteúdo fecal que é tudo aquilo que eles realmente foram.
Não estou tentando ter uma espécie de justificativa moral para a negação das vanguardas.  Tudo que quero dizer é que essas antecipações são felizes em pretextos, em argumentos agradáveis para nós mesmos. A festa está em outro lugar e algo precisa justificar isso... Até que qualquer futuro canse e seja outro levante antes do avante. O mundo vai mudando de canal, mas sempre com o mesmo programa em mente.

Próximo tema: A bundalização e as mais absurdas letras do cancioneiro do axé

Eduardo Inácio

3 comentários:

  1. Mescla de várias arestas culturais: Gagas, Balzac, Bagos, Prozac. Genial!

    ResponderExcluir
  2. Mas, para mim, Munch foi um certo revolucionário sim. Não são só lágrimas, fluxos e bosta...

    ResponderExcluir
  3. bah... dei aulas sobre essa questão hoje
    "onde estão as vanguardas no mundo hoje?"
    "onde estão as vanguradas no Brasil hoje?"
    "quem dentre VOCÊS (alunos) são vanguarda?"
    "existe alguém DENTRO DE TI que é vanguarda hoje?"
    .
    .
    .
    difícil...
    as vanguardas no Brasil só foram duas... SAM de 22 e anos 60, principalmente com MPB e tropicália, antes, entre e depois naum tem!!!

    abraço

    ResponderExcluir